domingo, 16 de maio de 2010

Medindo a nossa saúde espiritual: perdoando para vencer a hypertensão!

"Porque, se alguém me contristou, não me contristou a mim senão em parte, para vos não sobrecarregar a vós todos. Basta-lhe ao tal esta repreensão feita por muitos. De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza. Por isso vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor. E para isso vos escrevi também, para por esta prova saber se sois obedientes em tudo. E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás; Porque não ignoramos os seus ardis."

Apóstolo Paulo aos II Coríntios 2:5-11

segunda-feira, 29 de março de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sonho missionário de Daniel

Numa Conferência Missionária o pregador falava sobre a necessidade de ofertas para a obra missionária. Ele desafiou cada pessoa, presente, a orar e perguntar ao Senhor de quanto deveria ser a sua participação financeira para a obra de missões naquele ano.

Ao chegar em casa, Daniel orou ao Senhor conforme orientado pelo pregador. Ele dormiu e sonhou que viajava para visitar um campo missionário. Quando chegou ao país do seu destino, viu uma grande multidão no amplo saguão do prédio do aeroporto. Algumas pessoas, naquela multidão, estavam sorridentes, bem vestidas e saudáveis, demonstrando grande alegria e contentamento. Entretanto, a grande maioria estava magra, vestia farrapos e revelava no olhar tristeza, incerteza e angústia.

Daniel nunca tinha visto, em toda a sua vida, olhares como aqueles. Ele se sentiu imensamente incomodado por aqueles olhares tão suplicantes e perguntou quem eram aquelas pessoas e por que se mostravam tão tristes. Responderam que eram os que ainda esperavam pela manifestação de amor do povo de Deus ao mundo.

Daniel sabia que o amor missionário de muitos já proporcionou que a mensagem de Deus chegasse a muitas pessoas naquele país, mas ainda não eram suficientes para levar as Boas-Novas a todo o povo. A grande maioria ainda precisava ser alcançada com o Evangelho da salvação. Eles ainda esperavam por pregadores da Palavra, por bíblias e por instrução bíblica.

Daniel acordou entendendo o significado do seu sonho. Aquelas pessoas são os bilhões que ainda estão esperando... Esperando... Esperando... Esperando...

Assim, naquele mesmo instante, em oração, ele firmou um propósito com Deus: “Farei o meu melhor para ajudar os povos que estão espalhados pelo mundo, mas que não foram alcançados pela mensagem do Evangelho”.
Mu i t o s , ainda, estão esperando a manifestação dos filhos de Deus ao mundo, a Igreja de Cristo. Será que muitos ainda estão esperando também sonhar com o apelo de missões, para dizer sim ao chamado de Cristo?






Pr. Sebastião Lúcio Guimarães,


ex-missionário de Missões Mundiais na África do Sul

Plantando a Palavra de Deus

Tenho a oportunidade de evangelizar crianças, em meu ministério, através de uma escolinha de futebol. E, em meio ao conjunto de emoções que faz a alegria desses pequenos jogadores, há uma parte que encanta o meu coração: o tempo de ler a Palavra de Deus, de orar com eles e vê-los memorizando versículos.

Num domingo, à tarde, eles chegaram para jogar; logo que começamos, me deram muito trabalho. Um deles, Marito (8 anos), deu um chute no seu companheiro, Juanito. Imediatamente o expulsei do grupo e, como “castigo”, o coloquei sentado na escada da praça.

Ele chorou muito, mas continuamos jogando. Terminado o jogo, quando nos preparávamos para regressar,

Marito me disse: “Tia Ilza, perdoa-me o que fiz com Juanito. Jesus precisa mudar meu gênio”. Oh!, meus irmãos, que mensagem poderosa! Que exemplo Marito deixou para mim e para quem ler esta experiência. O abracei juntamente com outros e, imediatamente, oramos pedindo perdão pelas faltas que cometemos dia a dia. A humildade de Marito em reconhecer que precisava ter o seu gênio transformado por Jesus, tocou o coração de todos. Ele tomou essa atitude pois se lembrou da história do “Filho Pródigo”, em que o filho pede perdão ao pai por sua desobediência. Naquele momento me coloquei no lugar do “pai”, baixei a mochila que estava na minha costa e, com muita alegria, permiti que Marito jogasse mais um período de 10 minutos. Para ele foi como se tivesse jogado uma hora. Foi algo notável para todos, um verdadeiro exemplo.

Hoje, por onde passa, Marito gosta de escrever: “Cristo Salva!” Certo dia, enquanto eu estava limpando o escola para receber as crianças da Classe Bíblica de Sábado, de longe vi Marito escrevendo no carrinho que estava em frente ao projeto. Chamei-lhe a atenção, pensando que estivesse escrevendo alguma coisa imprópria: “Que estás escrevendo aí, cabro chico (moleque)?” Ele apenas me deu uma olhada e disse: “Oh, tia, vem e veja. Estou escrevendo ‘Cristo Vive!’”. Marito e sua família hoje são de Jesus, iguais a vocês que oram e sustentam a obra de Deus por este mundo a fora. Vale a pena plantar a Palavra de Deus! Continuem plantando ou ajudando a plantar a Palavra de Deus a todo o tempo e em todo lugar. Que permitamos que Deus use nossas vidas e talentos em prol do Seu Reino, independente de nossa idade.



Maria Ilza Lopes,

missionária de Missões Mundiais em Burquina Fasso

sábado, 6 de março de 2010

Parábola do Grão de Mostarda!

Nunca vi um grão de mostarda e muito menos sua árvore! Na época de Jesus ele era bem conhecido. A comparação do Reino de Deus com esta pequena semente, segundo Marcos 4.30-34, tem tudo a ver com nossa realidade no Senegal. Jesus ensina que, no seu Reino, o pequeno tem muito valor. É preciso estar bem atento aos valores do Reino de Deus. O Deus que reina é soberano, grande, todo poderoso, majestoso... mas também é aquele que estabelece seu reino com bases duradouras, e que muitas vezes são bem pequenas. Olhar para um grão de mostarda hoje e crer no que ele pode ser amanhã; é um desafio aos nossos padrões modernos de fazer missões. Uma árvore não cresce de um dia para outro. A numerologia evangélica brasileira tem nos feito adoecer.
Quando vemos alguns números, megaeventos, imaginamos que aí está nossa força. Que engano! O Reino de Deus dá seus sinais como um grão de mostarda. Com o tempo, o que nem era visto torna-se visível e frutífero. Assim é o Reino. Aqui no Senegal, onde o reino das trevas é maioria, estamos como grãos de mostarda. Meu coração enche-se de alegria e esperança com esta parábola. É Deus dizendo todos os dias: “Semeie, cuide, plante e trabalhe que a árvore virá”.

Nosso projeto chama-se “Fábrica de Esperança”. É um trabalho nas áreas de saúde e esporte numa comunidade carente. A escolinha de futebol tem quatro anos e inauguramos o Centro Médico Esportivo no ano passado. Temos contato diário co esta comunidade, de predominância muçulmana. São pessoas que temos aprendido a amar e respeitar. Investimos
tempo nos atletas e seus familiares,trabalhando para que tenham boa saúde, educação e esperança de um futuro melhor.

Em meados de 2009 fomos convidados por um projeto evangélico com meninos de rua, para fazer um jogo amistoso. Os adolescentes desse projeto foram recuperados das ruas e hoje servem a Jesus. Vencemos por 5 a 1, mas o melhor estava por vir: após a partida, eles nos levaram para uma sala para comermos juntos. Antes, porém, aqueles meninos fizeram um programa com música, teatro e testemunho. Eles fizeram tudo, não foram os missionários. Ouviram na sua própria língua o que Deus fez naqueles outros meninos. Meu coração pulava de alegria, vendo aqueles grãos de mostarda sendo semeados! Ainda não são árvores, mas, em nome de Jesus, um dia serão!

Dr. Humberto Chagas,
missionário de Missões Mundiais
em Dacar, Senegal

segunda-feira, 1 de março de 2010

Campanha Missionária 2010


O tema da Campanha de Missões Mundiais deste ano deseja afirmar que há um motivo que impulsiona a igreja a um envolvimento na obra de evangelização do mundo, uma razão que impele os crentes a ir até os confins da Terra. Essa motivação maior é o próprio Senhor Jesus Cristo.

A afirmação do apóstolo Paulo, em 1Coríntios 9.23, revela que a causa para a igreja fazer missões deve ser o próprio Senhor Jesus Cristo: “Faço tudo isto por causa do evangelho, para também ser participante dele”. Evangelho é, ao mesmo tempo, a mensagem e o conteúdo da mensagem; ou seja, o evangelho é o próprio Jesus Cristo.

Missões é para salvar os perdidos, é obediência à ordem de Jesus, é ação para transformar o mundo. Mas precisamos ser movidos, acima de tudo, por um sentimento de gratidão pelo que Cristo é e por tudo que Ele fez em nosso favor. Devemos fazer missões para anunciar Aquele que deu a vida e ressuscitou por nós.

O apóstolo Paulo percorreu o mundo da sua época “por causa do evangelho”. E nós, pelo que estamos dispostos a fazer por amor a Cristo? Cada crente em Jesus tem a responsabilidade de fazer tudo que estiver ao seu alcance para que o Evangelho seja pregado em todo o mundo.

Numa sociedade em que as pessoas estão dando suas vidas por causas que não valem a pena, é por Cristo que devemos estar dispostos a ir longe – a ir até os confins da Terra!

Haiti: luta contra a miséria e o vodu

Haiti é o país mais pobre do continente americano. Com cerca de 10 milhões de habitantes, 80% da população é analfabeta ou analfabeta funcional. Apenas 9% das escolas haitianas são públicas. Os dados econômicos e sociais mostram ser praticamente impossível amenizar a miséria no país. Aproximadamente 80% de tudo o que é consumido no país é importado. A produção nacional não passa de 12,5%. Ficar doente no Haiti é sinônimo de peregrinação. O país tem apenas um leito de hospital para cada mil habitantes, e um médico para cada 10 mil. Quase todos os serviços de base, praticamente inexistentes, se concentram em Porto Príncipe, a capital do país. Cerca de 30% da população é evangélica e os outros 70% praticam o vodu ou o catolicismo. Muitas vezes por falta de conhecimento da verdade que liberta, Jesus Cristo, o haitiano procura no vodu a esperança para escapar da pobreza.

De acordo com informações do missionário da terra, no lugar do sangue de Cristo, o Haiti obteve a sua independência por meio de uma cerimônia onde todos os participantes beberam o sangue de um porco. Desde então, a cada novo mandato, um governante renova esse pacto com o diabo. Diante desse quadro inquietante que representa o país, a Associação das Igrejas Batistas do Haiti para a Missão Integral está preocupada com a sonolência da igreja haitiana. Estatísticas mostram que o número de evangélicos no país chega a 46%. Porém, dados da Associação indicam que o percentual de cristãos evangélicos está em, no máximo, 10%. Para o Pr. Jonathan, há muitos interesses, nem sempre corretos, que impedem os haitianos de verem o real estado do país e escutar o incessante apelo de Deus, que deseja utilizar a igreja como instrumento para a libertação espiritual. Ele lamenta a desunião dos líderes, pastores e organizações que não têm a mesma visão do Reino.

Outro problema, na opinião do missionário, é a fraqueza psicológica e mental dos haitianos. E isso é notório pela opressão que o vodu exerce no inconsciente coletivo da população, aliado aos índices de analfabetismo e pobreza. Surgiu, portanto, um povo moldado por uma consciência passiva e que permite, sem esboçar reação, a exploração. Isso tem, historicamente, impedido o povo de tomar a rota do desenvolvimento.

O Haiti lança seus gritos de socorro. Na visão do Pr. Jonathan, seu país é “o lugar onde o diabo tira férias”, pois está sendo destruído pela prática do vodu e pelo subdesenvolvimento. Porém, o Haiti está nos planos de Deus e Ele deseja utilizar cada crente para ajudar a fazer esta nação sair do cativeiro. “Jesus verteu seu sangue pela humanidade inteira, inclusive pelo Haiti. Por Cristo, iremos até o fim do mundo; por Cristo, venham para o Haiti, em direção a esse povo que, infelizmente, ainda ama o vodu no lugar de Deus”, convoca o missionário.

Missões Mundiais da CBB e a Associação das Igrejas Batistas do Haiti para a Missão Integral estão envolvidas em “defender um novo Haiti”. Mas, para isso, as igrejas precisam se despertar para que haja essa mudança sob o poder do Espírito Santo, pela unidade de seus líderes, pela conscientização, formação e ação para a transformação do país. Um novo pacto espiritual pelo sangue de Cristo é indispensável para a libertação do Haiti. E as oportunidades são muitas. Desde profissionais nas várias áreas da saúde, passando por educadores e por pastores que lecionem nos seminários, até atletas e especialistas em educação física para desenvolverem projetos evangelísticos através do esporte. Mas o fundamental, segundo o Pr. Jonathan, é que partam rumo ao Haiti os verdadeiros servos de Cristo – independentemente da função.

A oração do Pr. Jonathan deve ser repetida por cada crente durante a Campanha de Missões Mundiais em 2010. “Por Cristo, iremos até os confins da Terra, e isso inclui o Haiti, segundo 1Coríntios 9.23 e Atos 1.8. Faz-nos teus mensageiros, tuas sentinelas e permita que sejamos teus instrumentos para que um novo elo de unidade nos anime e que, juntos, de comum acordo, como uma comunidade de amor, possamos trabalhar por um novo Haiti”.

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